Um pouco da história de Dom José Lanza Neto, primeiro Padre nascido em Pirangi (SP) e, primeiro Bispo desta mesma terra…


Dom José Lanza Neto, bispo de Guaxupé

Após 116 anos de muitos fatos e história, Pirangi é lembrado pela primeira vez na cúpula da Igreja Católica do Brasil. É que um menino simples, alegre e cativante dessas bandas, que se tornou o primeiro padre nascido em Pirangi, agora é Bispo.
Dom José Lanza Neto nasceu no dia 31 de dezembro de 1952, no sítio Tabaraninha. Filho do casal Osvaldo Lanza e Palmira Bobato Lanza (já falecida), tem quatro irmãos: Genésio, Ivone, Alice e Ângelo. Todos residentes na cidade.
Após passar uma infância humilde, no tradicional bairro do Sovaco na zona rural, Dom José Lanza Neto foi entregue aos 12 anos ao Padre Aquiles, que o levou para Jaboticabal. Lá estudou muito, preparando-se para ingressar no Seminário de São Carlos, cursando filosofia, e posteriormente em São Paulo, onde terminou seus estudos cursando teologia.
O menino entrou no seminário com as bênçãos do Padre Alberto, responsável pela instituição e amigo do Padre Aquiles. Ficou combinado que a família ajudaria no que pudesse. A pensão e os livros seriam custeados com a ajuda da população e da Igreja. O único pedido foi algumas peças de roupa, um lençol e uma coberta, colocados em um saco de açúcar porque a família não tinha mala.
Desde a infância, sua vocação já era latente, pois em suas brincadeiras de crianças e em seus desenhos, sempre incluía temas religiosos como igrejas, flores, santos e pessoas em procissão. Padre Lanza, como ficou conhecido carinhosamente pela população, sempre procurou conciliar o trabalho na terra, com o sonho de um dia, evangelizar pelo mundo.
Todas as vezes que estava de férias do seminário voltava para casa a pé, de Pirangi até o bairro do Sovaco (cerca de 5 km). Quando avistava a casa da família começava a gritar de alegria. Todos na redondeza sabiam que o futuro padre estava entre eles.
Dona Palmira chorava de alegria ao rever seu filho de volta à casa. Quando questionada sobre a vocação do menino, respondia: “Deixei ele ir com boa vontade e com o coração feliz. Esta é a vontade de Deus”.
Nas férias o menino ajudava a família na lavoura e na colheita de alimentos. Sempre preocupado para que tudo desse certo na plantação, pois a vida da família era muito difícil. Dom José Lanza Neto nunca se esqueceu das suas raízes.

Autor: Prof. Alberto L. Massabni (In memoriam)